Vendo-lhes

“E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.” (Mc 2:3-5)

Ja falei anteriormente sobre esse assunto no meu grupo de amigos do zap. Agora escreverei aqui.

Acho a amizade uma das pedras mais preciosas que existe, senão a mais. Amigo é aquele irmão que nao se escolhe. Acontece!

No texto do Evangelho citado, Jesus deixou isso bem claro quando reparou a atitude dos amigos que trouxeram o paralítico, vendo-lhes a fé.

Esse plural diz tudo! Deixa claro a força do amor e da amizade. Algo que temos que cultivar como uma plantinha, molhando sempre um pouquinho.

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Os brasileiros que se arriscaram para resgatar e proteger refugiados durante ataques em Pacaraima | Roraima | G1

Sem palavras para expressar o que estou sentindo agora diante da atitude desses cristãos de verdade. Indico a leitura dessa matéria:

https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2018/08/26/os-brasileiros-que-se-arriscaram-para-resgatar-e-proteger-refugiados-durante-ataques-em-pacaraima.ghtml

Níver de Sandra

Ontem foi o aniversário de minha irmã Sandra. Lógico que não direi a idade dela.😁

Não tive tempo de fazer o seu bolinho na data do aniversário. Ficou pra hoje.🎂

Preparei, pelo visto, um delicioso bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro gourmet. Porque comeram tudo e elogiaram bastante. Só a minha mãe comeu quase um terço. E ela é especialista nisso pois nos criou vendendo seus doces e salgados. Até o meu cunhado que é diabético repetiu um pedaço.🍰🍰

Estavam presentes apenas eu, meu marido Rodrigo, minha mãe Nelma, meu cunhado Fernando e, logicamente, minha irmã. Mas mesmo assim foi animado.😃

Fico por aqui. Beijos.💋

Lembranças de meu pai

Francisco Cilense Neto (1941-2002) não nasceu para casar-se e muito menos para ser pai. Mas o destino, ou sabe-se lá o que, colocou a mim e a minha irmã, Sandra Maria, como suas filhas.

Meu pai, em minha infância, adolescência e juventude era o meu ídolo. Altamente inteligente e culto, além de ateu convicto (o que me influenciou por um tempo), ele me transmitiu muitos conhecimentos sobre História, Política, Matemática, Filosofia, Geografia e outros assuntos mais. Porém, papai só tinha o antigo científico que hoje corresponde ao ensino médio.

Nascido em Araraquara, cidade do interior paulista, meu pai saiu ainda jovem de sua cidade, indo primeiramente para a capital do estado e depois para o Rio de Janeiro, onde conheceu minha mãe. O restante de seus irmãos permaneceram em São Paulo, os quais, pelo que sei, ainda estão vivos.

Sendo ele um carcamano (filho de italianos), tinha um comportamento diferente do pessoal de sua gente por ser menos caloroso que os demais. Na foto acima, ele é o que aparece à esquerda do leitor diante de um carro antigo.

Papai era relojueiro. Foi muito bom naquilo que fazia. Só que, infelizmente, era viciado em jogos. Principalmente em corridas de cavalo. Fumava quatro maços de cigarro por dia, o que tornou-se muito prejudicial à sua saúde lavando-o à morte prematuramente aos 59 anos.

Seu falecimento, aliás, foi dramático. Ele morreu em minhas mãos no sofá de casa após um ataque fulminante do coração. Era um dia de sábado, pouco depois do Brasil ter ganho a Copa. Depois disto, eu sequei, pois perdi muitos quilos e tudo aquilo me afetou no tratamento médico. Não sabia que ainda nutria tantos sentimentos por ele e que o amava muito.

Das poucas fotos que tenho guardadas, esta a seguir é umas das últimas sobre meu pai. Foi tirada no dia do meu noivado com Rodrigo poucos meses antes do seu falecimento. Dá para se ver que a sua fisionomia já estava um pouco acabada.

Os melhores momentos que tinha com meu pai era quando ele chegava do mercado e jogava o pacote de biscoito em cima de mim. Ou então, quando tínhamos longas conversas sobre assuntos variados, como já coloquei.

Assim, por ser hoje comemorado o dia dos pais, resolvi escrever esse texto em sua homenagem. E, independentemente da história que tivemos, agradeço a Deus pela oportunidade de convivência com ele.

Visita à loja dos prazeres

Nesta semana, eu e meu marido passamos em frente a uma loja de sex shop, no Largo do Machado, bem escondidinha dentro de num mini shopping. E resolvemos entrar.😈

Era a primeira vez do Rodrigo. Eu, porém, já havia ido várias vezes a uma dessas. Só que não tão grande.

A vendedora que nos atendeu mostrou-se uma hábil conhecedora dos produtos e nos deu uma aula de tudo o que havia ali nos dois andares de puro êxtase. Ficamos mais de uma hora conversando e obtendo informações sobre algumas coisas das quais nada sabíamos até então.🤔

Primeiro fomos perguntar acerca de umas gotas afrodisíacas fabricadas à base de produtos naturais. É o que popularmente chamam de “tesão de vaca”.🐮

Depois disto, fomos apresentados ao Bullet, um vibrador clitoriano que, aliás, é considerado bem eficiente para a maioria das mulheres. Tem de vários tamanhos e formatos. Inclusive vi um de coelhinho. Só que este já seria o Rabit.🐰

Vimos também uma sessão com vulvas e uma boneca na posição de quatro que imita a pele humana. Muito interessante! Meu marido depois comentou que achou uma coisa “bem idiota um homem fazer sexo com um treco daqueles”.

Prosseguindo o tur pela loja, cheguei numa das partes que eu mais gostei. Era onde estavam os pênis. E a seguir, as algemas, as máscaras, os chicotes… Tudo de brincadeirinha.

Quanto aos pênis, tinham nas cores azul, rosa, dourado, prateado, transparente (com bolinhas dentro) e, claro, na cor das peles branca e preta. Alguns, além de vibrarem, vinham com um massageador de clitóris. O máximo, não?😋

No segundo andar, era tudo lingiere. Cada uma mais linda do que outra. Havia uma dourada que custava quase 800 reais! Pena que estameu marido não fotografou.🤑

Ah! Antes que eu me esqueça, tinham uns livros também na loja. Um deles ensinava sobre a arte do pompoarisno utilizada pelas mulheres da Tailândia, onde elas chegam até a fumar pela vagina. Um dia eu chego lá!!!😊

Se fizemos compras, isso é segredo…🤐

Fico por aqui.

Beijos.💋💋💋

Respeito

Li o texto abaixo no Facebook postado por Santina, uma amiga minha.

Realmente é assim que acontece com a maioria dos idosos dentro de suas próprias famílias.

Conheci uma senhora que chegou a sofrer violência da neta. Tanto física quanto moral. Seus melhores momentos na velhice foram com o bisneto. Este sim dava atenção a ela.

Nos ônibus e no metrô, conversando com idosos, eles relatam que os passageiros mais jovens sentados nos bancos reservados ao público com prioridade, na maioria das vezes, fingem dormir. Preferem deixá-los viajando em pé com suas dores reumáticas, de coluna e demais problemas próprios da velhice, como se nunca fossem chegar lá também.

Espero que quem ler esta postagem possa refletir sobre a condição dos idosos na nossa sociedade e valorizá-los mais. Aliás, nem estou pedindo que haja algo tão elevado como o amor, mas, sim, respeito.

Beijos. 😗

Segue o texto:

Quando me tornei invisível

(Autor desconhecido)

Já não sei em que data estamos.
Nesta casa não há almanaques e em minha memória tudo está revolto.
As coisas antigas foram desaparecendo.
E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.
Quando a família cresceu, me trocaram de quarto.
Depois, me passaram a outro menor ainda acompanhada de minhas netas.
Agora ocupo o esconderijo, no pátio de trás.
Prometeram-me trocar o vidro quebrado da janela, mas se esqueceram.
E nas noites, por ali se sopra um ventinho gelado que aumenta minhas dores reumáticos.
Um dia à tarde me dei conta que minha voz desapareceu.
Quando falo, meus filhos e meus netos não me respondem.
Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivesse com eles.
Às vezes, digo algo, acreditando que apreciarão meus conselhos.
Mas não me olham, não me respondem.
Então, me retiro para o meu canto antes de terminar a caneca de café.
Se o faço é para que compreendam que estou enojada,
Para que venham procurar-me e me peçam perdão…
Mas ninguém vem.
No dia seguinte lhes disse:
– Quando eu morrer, então sim vão me estranhar.
E meu neto perguntou:
– Você está viva, vovó? (RISADAS)
Estive três dias chorando em meu quarto,
até que numa certa manhã um dos meninos entrou a jogar umas rodas velhas…
Nem o ‘bom-dia’ me deu.
Foi então quando me convenci de que sou invisível.
Uma vez, os meninos vieram dizer-me que no dia seguinte iríamos todos ao campo. Fiquei muito feliz. Fazia tanto tempo que não saía!
Fui a primeira a levantar-me.
Quis arrumar as coisas com calma.
Nós, os velhos, tardamos muito, assim tomei meu tempo para não atrasá-los.
Em pouco tempo, todos entravam e saíam da casa correndo, jogando bolsas e brinquedos no carro.
Eu já estava pronta e muito alegre. Parei na porta e fiquei esperando.
Quando se foram, compreendi que eu não estava convidada.
Talvez porque não cabia no carro.
Senti como meu coração se encolhia, o queixo me tremia como alguém que tinha vontade de chorar.
Eu os entendo.
São jovens.
Riem, sonham, se abraçam,
Se beijam.
E eu…
Antes beijava os meninos, me agradava tê-los nos braços, como se fossem meus.
E até cantava canções de berço que havia esquecido.
Mas um dia…
Minha neta acabara de ter um bebê.
Me disse que não era bom que os velhos beijassem os meninos por questões de saúde.
Desde então não me aproximei mais deles.
Tenho tanto medo de contagiá-los!
Eu bendigo a todos e os perdôo, porque… Que culpa têm os pobres de que eu tenha me tornado invisível!
Triste envelhecer numa família que pensa que eles nunca ficarão velhos…
Cuide bem dos seus idosos, pois eles não são invisíveis e você, um dia, será um deles.