Que calor!

Aqui está passando dos 40° neste verão!

A minha sorte é que moro num município entre a Serra do Mar e a praia. Pois basta passar pelo túnel da rodovia Rio-Santos que já dá uma leve diferença pra cidade vizinha. Pena que não tenho um ar condicionado pois assim a minha casa seria bem fresquinha…

Tenho um quintal imenso super gostoso. Nesses dias, dá vontade até de dormir lá fora. Mas os meus gatos iriam perturbar muito. Principalmente o sossego do meu marido.

A praia fica umas três quadras daqui de casa. Só que, mesmo com essa bela vista da foto que tem no site da Prefeitura, a água e a areia estão sujas. Porém, tem também uma bela cachoeira que fica uns 20 minutos caminhando e eu prefiro tomar banho de água doce do que ficar com aquele sal grudado no corpo.

Apesar do calor e da poluição da praia, gosto da tranquilidade de viver aqui a maior parte do ano fora da temporada de verão. Nas outras estações, Muriqui vira um paraíso.

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Lembranças

Foto antiga, tirada em Sana, interior de Macaé (RJ), com o cabelo ainda comprido e a juventude estampada no rosto. Gostaria que esse tempo pudesse voltar.

Sem responsabilidade…

Sem compromisso…

Só dinheiro no bolso e um bom motivo para viajar.

O princípio das dores

Ontem um novo presidente desse “Gigantão”🇧🇷, como diz uma amiga, tomou posse.

Só que, em pouco tempo, ele já começou a fazer besteira💩, o que já era esperado.

Bolsonaro passou as atribuições da FUNAI sobre a demarcação das terras indígenas para o Ministério da Agricultura que é comandado por uma deputada do DEM que veio da bancada ruralista. E também transferiu o vínculo do Serviço Florestal Brasileiro🏞 para a agricultura tirando-o da pasta ambiental.

Com isso, corremos o sério perigo de termos parte da Amazônia desmatada.

Em relação aos índios🏹, nosso presidente falou que “mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena ou quilombola”. Disse também que “menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados no Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs”. E ainda convocou a sociedade a “integrar estes cidadãos e valorizar todos os brasileiros”.

Acontece que esses povos têm sua própria cultura e forma de viver, sendo que nós invadimos as terras dos índios e trouxemos os negros a força para cá. Por isso, devemos respeitar o espaço e o jeito deles viverem.

Quando o presidente fala em integrar os índios e quilombolas, na realidade a sua intensão😈 é de acultura-los e lhes roubar as terras. Lamentável.

Diante da imensidão do mar

Indo de Muriqui para Mangaratiba, senti um grande medo como sempre ocorre quando tenho que me deslocar de minha casa para qualquer lugar.

Estava desse jeito, mesmo diante daquela vista maravilhosa, com um grande mar verde brilhante e um céu azul estonteante. E fazia uns malditos 37°C que desmotivam qualquer um.

No trajeto, olho de novo para o mar e sinto uma vontade imensa de entrar nele. De entrar, e entrar, e entrar…

Ali sim, sentindo os cabelos de Iemanjá tocando o meu corpo nu, retornaria à juventude, estado como tantos gostariam de estar.

E no mar, só o silêncio do infinito verdejante.

A dor de envelhecer

Estou vendo uma foto atual do meu rosto, tirada na noite do Natal, e não me reconheço.

Meu nariz cresceu e eu estou mais velha mesmo com as famigeradas rugas, embora poucas.

Estou parecendo bem para a minha idade, mas isso não me consola. Pois é estranho me olhar e não me reconhecer. Pareço outra pessoa. Uma estranha para mim…

Nunca pensei que isso fosse acontecer! Na juventude, eu era tão bonita que até me admirava.

Cheguei a chorar quando observei bem a foto. Senti saudades daquele tempo em que não tinha responsabilidades com nada, nem comigo mesma, e tudo era mais fácil para mim.

Sei que o tempo não volta, mas torço que Afrodite pense em mim e me devolva um pouco de juventude. Pelo menos os ares dessa juventude.

Leis pra quê?

Não entendo os brasileiros. Querem a lei, porém só para eles. Na hora que realmente precisam cumpri-las, até reclamam das mesmas.

Um dia desses, peguei uma van em que o motorista reclamava dos passes dos idosos que vinham da praia e disse que só levava alguém com direito a gratuidade se o passageiro estivesse indo para o hospital:

– “Um absurdo esses passes de banhista. Se quiser, que pegue um ônibus! Digo logo que já tem gente. Ficar saracutiando na praia eles gostam, mas pagar passagem não”.

Acontece que toda van que faz o transporte alternativo aqui na área é obrigada a disponibilizar pelo menos um assento para idoso.

Será que esse motorista não entende que o idoso tem direito a um pouco de lazer ou ele acha que só lhe cabe dignidade caso venha a ficar doente? Será que ele pensa que nunca ficará velho?

Nada falei. Achei inútil criar qualquer tipo de polêmica. Uma senhora, porém, me disse:

– “Será que ele é filho de chocadeira que não tem mãe ou vó?”

O segundo fato que me chamou a atenção foi o motorista da kombi que peguei após a van. Esse outro condutor reclamou dos “turistas [de carro] pararem desnecessariamente no sinal”, coisa que, obviamente, ele não deve fazer. Falou de um jeito parecendo que ele e também ninguém da família nem seriam pedestres.

Aqui todos desrespeitam as leis. Não conheço ninguém que não tenha cometido um delitozinho sequer. É a famosa Lei de Gérson, que, segundo a Wikipédia, seria uma empresa ou uma pessoa obtém vantagem de forma indiscriminada sem se importar com questões éticas.

Sem forças para viver

Tô cansada de viver. Nada dá realmente certo pra mim.

Pode até parecer que deu certo. Porém, quando chega mais a frente, surpresa. Tudo errado.

Sinto-me tão fraca que não consigo me levantar de onde estou nem para morrer, o que é o meu maior desejo.

Morro eu sentada aqui mesmo. Quem sabe, na realidade, com tanta ânsia de viver, mas sem saber como.

Já morri tanto que não sei como é viver: a sensação, a felicidade, as gargalhadas. Enfim, a alegria.

Será que isso se aprende?