Gente quer ser feliz

Por mais pobreza que estejamos vendo no momento, temos que ter esperança e saber, como diz a música, que “gente quer ser feliz”. Por isso devemos contribuir para essa felicidade coletiva.

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Honestidade acima de tudo

Em 2012, eu e Rodrigo chegamos em Muriqui “com uma mão na frente e outra atrás”. Para podermos comer, meu marido teve a nobreza de se despir da sua condição de Dr., obtido com anos de estudo, e foi humildemente vender picolé na praia.

Era muito sacrificante para ele, mas Rodrigo ia todos os dias trabalhar, descansando só uma vez por semana. E, nos feriados, não tinha dia de descanso. Muito menos hora para parar.

Eu lhe dava força porque sabia que, trabalhando honestamente, um dia ele iria conseguir algo melhor.

Sempre senti orgulho do meu marido e continuo sentindo. Com certeza, hei de sentir ainda mais até que fiquemos velhinhos um ao lado do outro.

Retorno ao blog

Hoje, com a ajuda do meu marido Rodrigo, consegui recuperar meu acesso ao WordPress e, consequentemente, ao blog.

Tava com uma tremenda saudades de poder escrever um pouquinho na blogosfera e compartilhar meus sentimentos e minhas angústias.

Informo a todos que mudei de médico. Já vão fazer dois meses. E, pelo diagnóstico dele, não sou mais bipolar. Voltei a ser Boderline.

Não estou me dando muito bem com as medicações. Venho sentindo muito medo. O que me segura são as meditações.

Além da excelente psicóloga com a qual eu me consulto, tenho ido a um lugar que trabalha com terapias alternativas. Maravilhoso! É um centro kardecista.

Fico por aqui.

Abraços com muita ocitocina.🤗

Que calor!

Aqui está passando dos 40° neste verão!

A minha sorte é que moro num município entre a Serra do Mar e a praia. Pois basta passar pelo túnel da rodovia Rio-Santos que já dá uma leve diferença pra cidade vizinha. Pena que não tenho um ar condicionado pois assim a minha casa seria bem fresquinha…

Tenho um quintal imenso super gostoso. Nesses dias, dá vontade até de dormir lá fora. Mas os meus gatos iriam perturbar muito. Principalmente o sossego do meu marido.

A praia fica umas três quadras daqui de casa. Só que, mesmo com essa bela vista da foto que tem no site da Prefeitura, a água e a areia estão sujas. Porém, tem também uma bela cachoeira que fica uns 20 minutos caminhando e eu prefiro tomar banho de água doce do que ficar com aquele sal grudado no corpo.

Apesar do calor e da poluição da praia, gosto da tranquilidade de viver aqui a maior parte do ano fora da temporada de verão. Nas outras estações, Muriqui vira um paraíso.

O princípio das dores

Ontem um novo presidente desse “Gigantão”🇧🇷, como diz uma amiga, tomou posse.

Só que, em pouco tempo, ele já começou a fazer besteira💩, o que já era esperado.

Bolsonaro passou as atribuições da FUNAI sobre a demarcação das terras indígenas para o Ministério da Agricultura que é comandado por uma deputada do DEM que veio da bancada ruralista. E também transferiu o vínculo do Serviço Florestal Brasileiro🏞 para a agricultura tirando-o da pasta ambiental.

Com isso, corremos o sério perigo de termos parte da Amazônia desmatada.

Em relação aos índios🏹, nosso presidente falou que “mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena ou quilombola”. Disse também que “menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados no Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs”. E ainda convocou a sociedade a “integrar estes cidadãos e valorizar todos os brasileiros”.

Acontece que esses povos têm sua própria cultura e forma de viver, sendo que nós invadimos as terras dos índios e trouxemos os negros a força para cá. Por isso, devemos respeitar o espaço e o jeito deles viverem.

Quando o presidente fala em integrar os índios e quilombolas, na realidade a sua intensão😈 é de acultura-los e lhes roubar as terras. Lamentável.

Diante da imensidão do mar

Indo de Muriqui para Mangaratiba, senti um grande medo como sempre ocorre quando tenho que me deslocar de minha casa para qualquer lugar.

Estava desse jeito, mesmo diante daquela vista maravilhosa, com um grande mar verde brilhante e um céu azul estonteante. E fazia uns malditos 37°C que desmotivam qualquer um.

No trajeto, olho de novo para o mar e sinto uma vontade imensa de entrar nele. De entrar, e entrar, e entrar…

Ali sim, sentindo os cabelos de Iemanjá tocando o meu corpo nu, retornaria à juventude, estado como tantos gostariam de estar.

E no mar, só o silêncio do infinito verdejante.